Conheça 5 jovens ativistas ambientais brasileiros

Conheça os jovens brasileiros que estão empenhados em fazer sua parte para tornar o mundo um lugar melhor


Montagem: Talita de Paula

Por Talita de Paula

Apesar da pouca idade, a adolescente sueca Greta Thunberg foi considerada a personalidade do ano em 2019 pela revista Times e chegou até a ser indicada para o Prêmio Nobel da Paz. Ela ficou conhecida quando passou a faltar às aulas nas sextas-feiras para protestar em frente ao parlamento sueco, cobrando um posicionamento dos governantes sobre as mudanças climáticas.

Sua preocupação e comprometimento despertou interesse e incentivou centenas de outros jovens ao redor do mundo a sair da zona de conforto e lutar por causas importantes relacionadas ao futuro do planeta. Rapidamente seu protesto parou de ser solitário e o Fridays For Future passou a ser incorporado ao calendário da juventude preocupada com o futuro ambiental.

Tendo conhecimento da importância do ativismo ambiental dentro das novas gerações, conheça 5 jovens brasileiros que assim como Greta estão empenhados em fazer sua parte para tornar o mundo um lugar melhor.

1- Daniel Holanda

Daniel conta que o trabalho de ativistas famosas e de sua própria mãe o inspirou a colaborar com o que acredita. Foto: Divulgação

Natural de Anápolis no estado de Goiás, Daniel tem 18 anos e frequenta o terceiro ano do ensino médio. Desde a infância está inserido nas causas sociais, com o apoio e incentivo da família, mas diz que seu despertar efetivo para as causas ambientais acabou sendo no ano passado – 2019 – quando participou da 24ª Assembleia da Juventude da FAF com a ONU.

Suas principais pautas dizem respeito a redução de gases nocivos na atmosfera e o desenvolvimento sustentável proposto pela ONU. A preservação das florestas brasileiras e a proteção dos povos indígenas também faz parte do seu engajamento, principalmente por meio de um dos projetos que participa, o SOS Amazônia.

Nele, Daniel fala sobre a arrecadação de recursos para ajudar as comunidades indígenas em meio as dificuldades da pandemia. Ele faz parte ainda do Fridays for Future e do EngajaMundo.

2-Paulo Ricardo

Paulo acredita que se mudarmos a nós mesmos, nosso entorno e nos engajarmos politicamente podemos mudar nossa realidade. Foto: Divulgação

Ele é bacharelando do curso de Energia e Sustentabilidade na  UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, sua terra natal. O contato com o meio acadêmico e cursos relacionados ao meio ambiente foi o que serviu de pontapé inicial para sua preocupação com o planeta.

Uma das principais pautas de sua militância são as questões climáticas. Assim, participou de três conferências internacionais sobre mudanças climáticas da ONU representando o EngajaMundo, organização em que é articulador desde 2016 e hoje coordenador do grupo de trabalho sobre mudanças climáticas.

Para ele é necessário dar mais visibilidade a essas temáticas desde a escola, sendo algo que as bases curriculares ainda carecem. Assim os jovens poderiam tomar conhecimento com facilidade sobre o que acontece com o planeta.

3- Giselli Cavalcanti

Para Giselli é necessário que a educação ambiental e política esteja mais presente no cotidiano. Foto: Divulgação

A psicóloga de 25 anos é natural de Natal, Rio Grande do Norte. Possui mestrado em Psicologia Ambiental pela mesma faculdade em que concluiu a graduação, a UFRN. Atualmente faz parte do EngajaMundo, organização na qual é articuladora e colabora para criação de projetos, ações e campanhas que têm por objetivo aproximar o público das causas ambientais, apresentando as temáticas de maneira mais democrática possível.

Giselli também faz parte do Cicli, onde o objetivo principal a divulgação de histórias reais de defensores (a) da natureza pelo Brasil. Ela afirma que reconhecer seus privilégios foi um passo importante para que percebesse que nem todos são afetados da mesma forma. Assim, ela explica a necessidade urgente de colocar as populações que mais sofrem com essas problemáticas à frente dos debates.

4- Sidney Leite

“Fazer ativismo requer coragem e convicção, pois as ameaças são constantes e muitas vezes é preciso abrir mão de muito para fazer o certo e se manter vivo.” Foto: Divulgação

Sidney tem 27 anos e é gestor ambiental, pós-graduado em Gestão Integrada da Qualidade, Auditoria e Certificações e membro do Movimento Salve Maracaípe, um movimento de pesquisa e de ativismo que atua em defesa da qualidade ambiental do litoral sul de Pernambuco. Ele conta que desde sua adolescência está ligado nas questões ambientais, mas em 2015, após ouvir o poema “Reis do Agronegócio” de Carlos Rennó cantado por Chico César ele resolveu iniciar sua trajetória no ativismo.

Sua forma de ativismo se pauta nos problemas climáticos e ele recentemente trabalhou bastante com a questão do vazamento de óleo em praias nordestinas. Sidney explica que as ações são extremamente importantes, por isso aplica-se bastante a um melhor planejamento urbano que não gere tanto impacto ao meio ambiente e as populações mais carentes.

5- João Henrique Alves

“A compreensão de que me posicionar politicamente sobre isso era necessário veio na época da construção de Belo Monte”. Foto: Divulgação

Estudante de engenharia ambiental pela UTFPR, ele conta que integrou as delegações oficiais do Brasil para as Conferências das Partes (COP’s) 22, 23 e 24 de clima das Nações Unidas e ainda foi o brasileiro convidado pela ONU para participar do primeiro Youth Climate Summit e do Climate Action Summit.

João Henrique conta que começou tentando fazer escolhas individuais que fossem menos agressivas ao meio ambiente, mas logo percebeu que poderia fazer ainda mais para que grandes transformações acontecessem. 

Hoje ele é cocriador do “Cicli – pedalando sobre o clima” um projeto no qual viagens de bicicleta documentam histórias no Instagram (https://www.instagram.com/ocicli/ ) sobre a crise climática no país. Além disso, ele conta que faz parte de coletivos ativistas de sua cidade e de campanhas do advocacy na agenda do clima com políticas públicas.
Edição: Nayara Delle Dono

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